Como nasceu a Ditadura Militar?
A Ditadura Militar nasceu de um pacto
entre países os USA, outros países desenvolvidos e a elite brasileira(
alguns militares). O principal objetivo era combater as massas
populacionais pobres em países da América Latina para que não
adquirissem cultura a
ponto de compreender como funciona a política e diminuir a diferença
cultural e econômica social. O Brasil na ditadura era muito mais
pobre do que o atual, porém abriu portas para o comércio com a "fusão"
aos estados unidos, muitas estradas foram abertas nesse tempo, em
contrapartida ouve maior taxa de analfabetismo, desigualdade e mortalidade infantil.
O golpe militar de 1964
A crise política se arrastava desde a
renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que
assumiu a presidência num clima político adverso. O governo de João
Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais.
Estudantes, organização populares e trabalhadores ganharam espaço,
causando a preocupação das classes conservadoras como, por exemplo, os
empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média.
Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. Vale lembrar,
que neste período, o mundo vivia o auge da Guerra Fria.
Este estilo populista e de esquerda,
chegou a gerar até mesmo preocupação nos EUA, que junto com as classes
conservadoras brasileiras, temiam um golpe comunista.
Os partidos de oposição, como a União
Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD),
acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o
responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil
enfrentava.
No dia 13 de março de 1964, João Goulart
realiza um grande comício na Central do Brasil (Rio de Janeiro), onde
defende as Reformas de Base. Neste plano, Jango prometia mudanças
radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país.
Seis dias depois, em 19 de março, os
conservadores organizam uma manifestação contra as intenções de João
Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu
milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.
O clima de crise política e as tensões
sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964, tropas de
Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Para evitar uma guerra civil,
Jango deixa o país refugiando-se no Uruguai. Os militares tomam o poder.
Em 9 de abril, é decretado o Ato Institucional Número 1 (AI-1). Este,
cassa mandatos políticos de opositores ao regime militar e tira a
estabilidade de funcionários públicos.
GOVERNO CASTELLO BRANCO (1964-1967)
Castello Branco, general militar, foi
eleito pelo Congresso Nacional presidente da República em 15 de abril de
1964. Em seu pronunciamento, declarou defender a democracia, porém ao
começar seu governo, assume uma posição autoritária.
Estabeleceu eleições indiretas para
presidente, além de dissolver os partidos políticos. Vários
parlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos cassados,
cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e
os sindicatos receberam intervenção do governo militar.
Em seu governo, foi instituído o
bipartidarismo. Só estavam autorizados o funcionamento de dois partidos:
Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovadora Nacional
(ARENA). Enquanto o primeiro era de oposição, de certa forma controlada,
o segundo representava os militares.
O governo militar impõe, em janeiro de
1967, uma nova Constituição para o país. Aprovada neste mesmo ano, a
Constituição de 1967 confirma e institucionaliza o regime militar e suas
formas de atuação.
GOVERNO COSTA E SILVA (1967-1969)
Em 1967, assume a presidência o general
Arthur da Costa e Silva, após ser eleito indiretamente pelo Congresso
Nacional. Seu governo é marcado por protestos e manifestações sociais. A
oposição ao regime militar cresce no país. A UNE (União Nacional dos
Estudantes) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil.
Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de operários paralisam fábricas em protesto ao regime militar.
A guerrilha urbana começa a se
organizar. Formada por jovens idealistas de esquerda, assaltam bancos e
seqüestram embaixadores para obterem fundos para o movimento de oposição
armada.
No dia 13 de dezembro de 1968, o governo
decreta o Ato Institucional Número 5 (AI-5). Este foi o mais duro do
governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as
garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial.
Passeata contra a ditadura militar no Brasil
GOVERNO DA JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)
Doente, Costa e Silva foi substituído
por uma junta militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares
(Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo
(Aeronáutica).
Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN
sequestram o embaixador dos EUA Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigem
a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida com sucesso.
Porém, em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional.
Esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra
psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva".
No final de 1969, o líder da ALN, Carlos Mariguella, foi morto pelas forças de repressão em São Paulo.
GOVERNO MÉDICI (1969-1974)
Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo
presidente: o general Emílio Garrastazu Médici. Seu governo é
considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como " anos
de chumbo ". A repressão à luta armada cresce e uma severa política de
censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de
teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística são
censuradas. Muitos professores, políticos, músicos, artistas e
escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O
DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de
Operações de Defesa Interna ) atua como centro de investigação e
repressão do governo militar.
Ganha força no campo a guerrilha rural,
principalmente no Araguaia. A guerrilha do Araguaia é fortemente
reprimida pelas forças militares.
O Milagre Econômico
Na área econômica o país crescia
rapidamente. Este período que vai de 1969 a 1973 ficou conhecido com a
época do Milagre Econômico. O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase
12% ao ano, enquanto a inflação beirava os 18%. Com investimentos
internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base
de infra-estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de
empregos pelo país. Algumas obras, consideradas faraônicas, foram
executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niteroi.
Porém, todo esse crescimento teve um
custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos
estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões
econômicos do Brasil.
GOVERNO GEISEL (1974-1979)
Em 1974 assume a presidência o general
Ernesto Geisel que começa um lento processo de transição rumo à
democracia. Seu governo coincide com o fim do milagre econômico e com a
insatisfação popular em altas taxas. A crise do petróleo e a recessão
mundial interferem na economia brasileira, no momento em que os créditos
e empréstimos internacionais diminuem.
Geisel anuncia a abertura política
lenta, gradual e segura. A oposição política começa a ganhar espaço. Nas
eleições de 1974, o MDB conquista 59% dos votos para o Senado, 48% da
Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes
cidades.
Os militares de linha dura, não
contentes com os caminhos do governo Geisel, começam a promover ataques
clandestinos aos membros da esquerda. Em 1975, o jornalista Vladimir
Herzog á assassinado nas dependências do DOI-Codi em São Paulo. Em
janeiro de 1976, o operário Manuel Fiel Filho aparece morto em situação
semelhante.
Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da democracia no Brasil.
GOVERNO FIGUEIREDO (1979-1985)
A vitória do MDB nas eleições em 1978
começa a acelerar o processo de redemocratização. O general João
Baptista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de
retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros
exilados e condenados por crimes políticos. Os militares de linha dura
continuam com a repressão clandestina. Cartas-bomba são colocadas em
órgãos da imprensa e da OAB (Ordem dos advogados do Brasil). No dia 30
de Abril de 1981, uma bomba explode durante um show no centro de
convenções do Rio Centro. O atentado fora provavelmente promovido por
militares de linha dura, embora até hoje nada tenha sido provado.
Em 1979, o governo aprova lei que
restabelece o pluripartidarismo no país. Os partidos voltam a funcionar
dentro da normalidade. A ARENA muda o nome e passa a ser PDS, enquanto o
MDB passa a ser PMDB. Outros partidos são criados, como: Partido dos
Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT).
A Redemocratização e a Campanha pelas Diretas Já
Nos últimos anos do governo militar, o
Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta e a recessão
também. Enquanto isso a oposição ganha terreno com o surgimento de novos
partidos e com o fortalecimento dos sindicatos.
Em 1984, políticos de oposição,
artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do
movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da
Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para presidente
naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela
Câmara dos Deputados.
No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio
Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo
Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança
Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente
Liberal.
Era o fim do regime militar. Porém
Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o
vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição
para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura
militar e estabeleceu princípios democráticos no país.
Conclusão
A
ditadura
militar foi boa para países desenvolvidos e para a elite brasileira e
América Latina, para os os pobres restavam creolina e óleo diesel. A
ditadura militar simplesmente devastou a educação, só era ensinado o
que os militares aprovavam, professores e alunos foram retirados e
torturados em sala de aula. Cada sala de aula possuía um militar que
monitorava para verificar se nada infringia as "regras".
Aulas
de História e Filosofia por exemplo, foram removidos das grades
curriculares, não permitindo que os alunos tivessem ideia do que estava
ocorrendo, mascarando as atrocidades cometidas na época do regime
militar logo, naquele período, a política era usada em benefício da minoria.
Elite que até hoje desfruta da falta de informação das pessoas.
Naquela
época, assim como em qualquer outra do Brasil, existia corrupção, porém
os registros, provas e consequentemente pessoas que tinham esse
conhecimento foram literalmente apagadas.
Ajustado e publicado por Wellington Ervino Teske
Fonte:http://www.suapesquisa.com/ditadura/